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Sad, but true



Quem nunca se admirou com alguma frase do House? E foi pela bondade? Ha. Pela maldade? Hum... mais ou menos. Realidade? Certamente! E é justamente por ser tão franco e real com as palavras que muitas vezes fere com elas. Já até expliquei por que, mas volto a dizer que isso acontece porque a verdade dói, fato que deixa as pessoas iradas com ele.

Ah, e vale ressaltar que as frases não estão em ordem de preferência. Aí vão.

• Mentiras são como crianças: apesar de inconvenientes, o futuro depende delas.

• Ainda é ilegal fazer autópsia em uma pessoa viva?

• Preciso ir, o prédio está cheio de pessoas doentes. Se correr, talvez consiga evitá-las.

• Seu câncer tem 1,5 kg e daqui um ano vai falar “mamãe”.

• Ele tem um OVNI: Orifício Vazador Não Identificado.

• (House ao telefone) Não, mãe, hoje não posso... Tchau.
(Cameron) Era sua mãe?
(House) Não, era a Angelina Jolie, mas eu a chamo de mãe. Fica mais sexy.

• Tentamos te ligar, mas o celular só dava na caixa.
(House) A bateria acabou.
Por que você não o recarrega?
(House) Eles recarregam? Eu comprava celulares novos quando a bateria acabava...

• (Cuddy) Você está gritando para me assustar? Porque eu não tenho certeza se isso é assustador. Mais gritos? Isso não é assustador. Você vai me machucar? Isso é assustador, mas eu tenho quase certeza de que posso correr de você.

• Everybody lies.

• Você vai acreditar em mim? Eu minto sobre tudo.

• Seus lábios dizem não, mas seus hormônios dizem "Oh meu Deus, sim, continua".

• Sua blusa faz você parecer uma prostituta afegã. Eu gostei!

• (Freira) Irmã Augustine acredita em coisas que não são reais.
(House) Eu achei que isso fosse pré-requisito para vocês.

• Você pode ter a fé quer quiser em espíritos, em vida após a morte, no paraíso e no inferno, mas, se tratando deste mundo, não seja idiota. Você pode dizer-me que deposita sua fé em Deus para passar pelo dia, mas quando chega a hora de atravessar a rua, eu sei que você olha para os dois lados.

• Você está me comparando a Deus? Quero dizer, isso é bom; mas, só para você saber, eu nunca criei uma árvore.

• Por que Deus ganha crédito quando alguma coisa boa acontece? Onde estava Ele, então, quando aquela jovem parou de respirar?

• Eu não preciso assistir a The OC, mas me deixa feliz!

• Perseverança não é igual a merecimento.

• (Paciente) Existem outros meios de engravidar? Como sentar no toilet?
(House) Certamente. Só seria necessário um cara entre você e o toilet, mas sim, certamente. Eu estava indo tão bem...

• Como disse o filósofo Jagger uma vez, você não pode ter sempre aquilo que quer.

• Eu não preciso saber de você se estou fazendo bem o meu trabalho.

• Se não gostam de você, você tem que estar sempre certo, ou não vale nada.

• Quase morrer não muda nada. Morrer muda tudo.

Ah, e devo dizer que um dos melhores episódios, que não encontrei na net, onde se encontram muitas frases boas, chama-se o “O erro”.

Veja também esta música do Audioslave com tema no corrente assunto.

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2012 (2009), de Roland Emmerich


Por que estamos indo pra China, Papai? (Paris Hilton)

Já não chega de filmes extremamente mirabolantes? Estou começando a detestar a Warner justamente por pensar que vão ganhar um oscar só pelos efeitos especiais (e o pior é que tem gente muito culta, até, que acha mesmo). Para tanto, chegam, claramente, muitas vezes, a modificar a realidade. No filme do mundo com o pé na cova, temos como exemplo a parte em que estão fugindo com o avião: passam entre dois prédios de vidraças intactas mesmo inclinados, à deriva; e aquela em que o John Cusack cai no abismo que, gentilmente e pacientemente, o espera. Na sequência, surge mão misteriosa, pois ninguém poderia adivinhar que era ele, claro. Então logo surge uma outra e eles se tocam de que aquela figura bizarra não era um bicho-papão do inferno, e sim o dominador de terra homem que salvaria suas vidas.

Resumindo: é um dos filmes menos recomendáveis a que já assisti. "Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé", como diria o Chaves. É um retrocesso tanto para o cinema (onde estão sendo dados grandes passos, descobrindo-se filmes como Bastardos inglórios) como para nós, que perdemos duas horas e meia de nossas vidas que nunca vamos recuperar.

O filme, porém, também tem seus pontos positivos. Desta vez, os roteiristas tiveram uma aula de geografia e descobriram que o Brasil e a África existem. Aliás, devem ser republicanos, porque matam o Obama. Devo dizer, inclusive, que adorei o final... quando acabou!
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O senhor dos anéis, de J. R. R. Tolkien


Difícil descrever esta que é simplesmente a melhor história que já vi. Posso dizer que, fascinante ao extremo, a principal história da Terra Média é belíssima; você se pega vislumbrado com toda a beleza daquilo que arrebata das páginas de O senhor dos anéis. Também que não consigo imaginar o que poderia ser mais envolvente que a leitura deste livro.

À primeira vista, a essência da história se mostra sombria, com um lado negro dominante e inocentes personagens lutando com todas as suas mínimas forças para simplesmente manter o bem. Além do mais, o objetivo parece quase completamente impossível. Porém, a história não poderia ser mais feliz.

Mesmo assustadoramente desfavorecidos, os aliados ao bem encontram neles mesmos forças para prosseguir. A alegria do companheirismo, portanto, consegue se impor sobre o gigante do medo. A força pela qual conseguem continuar é, como se percebe, algo propiciado de dentro para fora, e não o contrário. A história, então, nos mostra que mais vale um espírito alegre do que um ambiente ou uma circunstância alegre. A felicidade é, portanto, encontrada no seu lugar máximo, e por isso que mais feliz não poderia ser. Isso me lembra de que Deus pode ser encontrado no amor dos relacionamentos, que deu àqueles indefesos uma proteção de perseverança, esperança e forças para prosseguir. Vejo tudo isso claramente quando Sam carrega Frodo ao Mount Doom para, juntos, concluírem sua jornada. Pode-se ver que se evidencia, com isso, a força do amor (deixarei para me alongar mais nesse assunto mais tarde).

Também nos passa uma baita lição de humildade ao mostrar que, contando somente com esse sentimento, dois simples hobbits (que podem ser compreendidos entre os anões e os elfos) lutaram e conseguiram vencer as forças que a eles se superavam em tamanho, mas não em força.

Por não conseguir passar esse que é o mais marcante elemento da história, a trilogia de O senhor dos anéis em filme é uma das que considerei mais infiéis ao livro. Como claro exemplo disso, vejam que apenas no terceiro filme veio a ser retratada uma das inúmeras canções encontradas ao longo da narrativa, e esta nem entre companheiros era.

Ainda quero, um dia, reler essa história perfeita. Gostaria mesmo de falar um pouco da trama, mas é muito longa, apesar de clara. Já passei o que queria principalmente revelando a verdadeira mensagem. Deixo para explicá-la ao vivo.

Detestei O hobbit. A história de Bilbo Baggins não me agradou por ser alegrezinha até demais enquanto esperava algo parecido com O senhor dos anéis, onde a felicidade, mesmo que grande, é subjetiva e, o lado negro da força, evidente; justamente por funcionar como uma introdução ao mesmo. Deparei-me com uma felicidade rasa e clara, como um conto para crianças. ela, somada ao estilo extensivo do autor, deixava a história entediante. Na verdade, tenho certeza de que peguei pesado ao esperar de outra história o que obtive de O senhor dos anéis, por mais próximas que fossem as duas. Porém, pode-se perceber ainda mais claramente o estilo do autor por ser um livro totalmente evidente em sua essência. Portanto, para mim, ainda é recomendável, pois me envolvo muito no estilo de Tolkien; mas somente àqueles que não leram ainda O senhor dos anéis para que, como eu, não sejam frustrados.
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House e a realidade


O mais impressionante sobre a série a meu ver não é nada relacionado aos casos extremamente complicados sempre resolvidos (embora nem sempre o paciente seja salvo). Sou bastante suspeito pra falar disso, porque não tenho estômago para ver muito sangue, mas estou convicto de que o melhor da série são, porém, os argumentos com que House toma a razão das pessoas sensatas nas discussões. Explica-lhes a realidade nua e crua, com palavras que geralmente não encontramos (e que não gostaríamos de ouvir). Veem-se definições para questões como vida, liberdade, realidade e qualquer outra coisa tão vinculada a nós que não a temos termos de definição.

Já vi pessoas detestarem a série por causa do protagonista, que sempre está com a razão. Mas o fato é este! Ele sempre está certo mesmo! O negócio é que House usa da realidade nua e crua, que muitas vezes dói, sendo pouquíssimo bem aceita. Não é a toa que quase ninguém gosta dele.

O fato de House sempre demonstrar descaso e indiferença não só em relação aos casos tratados e aos pacientes, mas também em relação à vida das pessoas que o cercam, porém, não condiz o pleno conhecimento que tem de realidade. Os médicos sabem que está certo no que pensa sobre e no que diz (apesar de sempre dizerem: "não acredito que você disse isso"), mas acham que já passou do ponto (“por que você é assim?”). Ponto tudo na balança, House e os outros médicos são complementares, por isso é que, em qualquer cena bonita que se vê, sempre é evidenciado o ponto forte de um deles (ou de cada um).

Alguns que conheço, inclusive, assim como alguns da série, defendem que tudo é causado pelos remédios em que é viciado. Digo que não é um efeito colateral porque, por ser um médico tão brilhante, saberia que o que está ingerindo é o causador de tudo. Mudaria de remédio, se esse surtia efeitos não desejados; é lógico que há outros para tratar a dor na perna. Ou seja, se a causa realmente for essa, digo que é louco e que quer ser assim, o que é pior. Acho que algo aconteceu e ainda será evidenciado.

Ah, e a propósito, gosto da Lisa Cuddy (Lisa Edelstein), única pessoa que exerce um certo poder  coercitivo sobre essa ignorância de House. Em compensação, é a única que nunca o deixa intrigado em relação ao que pensa e ao que faz. Talvez por conhecê-la melhor, não tendo dúvidas sobre ela... não sei; mas é verdade que todos os outros médicos e alguns pacientes (mais coerentes) conseguem deixar House mais reflexivo sobre isso (embora nunca mudado=]).

Enfim, seja por meio de exemplos, seja por meio de conceitos, veremos mais claramente a verdade na série (o escolhido dos dois, com certeza, será o mais entendível).
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O exorcismo de Emily Rose (2005), de Hans-Christian Schmid


De todos os filmes a que já assisti este é o que mais me chamou a atenção e que mais me despertou o interesse mesmo depois de terminado. A princípio, adoro filmes de terror que abordam feitos e entidades sobrenaturais. O assisti, então, pensando que era mais uma história aterrorizante como “O exorcista”, que fosse paralisante só pelos efeitos de som e imagem. Não, não é o que parece. Aliás, como terror o filme é péssimo, gerando em nós nada mais que apenas expectativas causadas pela propaganda. Porém, é uma das melhores tramas que já vi.

A história é verídica e se inicia do final, quando se encontra em andamento o julgamento de um padre que teria matado a jovem Emily Rose (Jennifer Carpenter) durante seu exorcismo. Emily nos é apresentada como uma moça feliz e encantadora nascida de uma família de camponeses pobres, que tinha um sonho muito caro para os pais: cursar uma universidade. Mas recebe, então, uma bolsa de estudos para concretizá-lo.

A partir deste ponto, os acusadores do padre Richard Moore (Tom Wilkinson) defendem que a jovem teria apresentado sintomas de esquizofrenia e epilepsia e que estava sob observação na universidade, tomando remédios para o controle das doenças, até que as coisas começaram a dar errado. Seu amigo a tinha levado para casa, alegando que naquele lugar ela só estava piorando. Lá o padre, amigo da família, ao imaginar que a moça não sofria de quaisquer doenças, mas sim de um domínio maligno, a convence a deixar de tomar seus remédios, o que fez com que ela não resistisse a uma suposta pressão realizada durante seu exorcismo.

Os relatos de Emily quando estava em observação pela universidade não foram levados em conta, visto que era tida como louca. Ela dizia a um amigo que todas as noites resistia ao demônio. Os dois logo constataram que ela apresentava características de possessão: a transformação de seus rosto e voz e a intolerância a objetos religiosos. A jovem também ia piorando mentalmente. O tal padre entra na história quando o jovem ignora as observações médicas e leva Emily para casa. Ele percebeu que os remédios só a estavam deixando mais vulnerável a um ataque de forças do mal, uma vez que eram sedativos que alienavam a pessoa de sua lucidez e autogoverno, tornando-a incapaz de resistir a qualquer domínio. Suspendê-los, porém, não foi prejudicial às tais entidades, que agora já tinham se apoderado de Emily. Esses detalhes não são fundamentais, mas é preciso perceber que o caso chamou muito a atenção da mídia e do povo.

No desenrolar do filme, você perceberá que o padre sabe mais que está dizendo. Isso deve ter se evidenciado quando, no tribunal, disse que Emily, um dia, chegaria a se tornar uma santa. Isso pode ser compreendido quando finalmente conta tudo: ao ser perguntado sobre o porquê de uma "santa" ter sido possuída, respondeu com uma carta escrita pela própria jovem a ele. Nela, Emily declarava ter acordado lúcida no dia após o exorcismo mal sucedido, quando ouviu a voz da Virgem Maria chamando-a. Foi, prontamente, de encontro. Saiu de sua casa e caminhou até chegar a uma altura em que se viu fora de seu corpo, contemplando-o invicta. Perguntou à voz, em seguida, o porquê de seu sofrimento. “Ele pode acabar agora mesmo!" Disse-lhe. "Você pode escolher vir comigo ao paraíso, mas também pode optar por continuar naquele corpo. E ainda, se ficar, tudo só piorará, mas muitas pessoas irão crer na existência de um mundo espiritual”. Emily, então, decidiu expandir o conhecimento sobre espiritualidade escrevendo as seguintes palavras: “Quero que se mostre ao mundo meu exemplo de possessão, para ficar evidente a existência de um Deus e de um diabo e que se busque a salvação com temor e fervor”.

A partir daí, nos fica claro que, na batalha espiritual em torno de Emily Rose, assim como de Jó, o diabo alegava não conseguir passar por mais aflições: que ela escolheria se livrar daquele sofrimento e ir ao paraíso. Deus, no entanto, preferia perder toda essa luta a ver filha sofrer contra a própria vontade.

Emily, assim como Jó, aplicou cólera a satanás ao ponto de ele querer atrapalhar o mérito que Deus tinha pela vitória, tentando, por meio de várias artimanhas, que o tal conhecimento não fosse espalhado. Dentre elas podemos citar as aparições, as atormentações às 3:00 AM, a trama da morte de um médico que praticamente comprovaria a inocência do padre, as tentativas da arquidiocese de impedir o padre de se pronunciar, o advogado de acusação, que se auto denominava “homem de fé” e a inflexibilidade na avaliação dos sintomas de Emily. Deus, porém, também teve suas formas de protegê-los: através do júri e da juíza, que impediu a zombaria maligna.

O melhor resumo do filme seriam as seguintes palavras de Jesus que se encontram em Lucas 9, 23-25:

Em seguida, dirigiu-se a todos: se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque, quem quiser salvar sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificá-la por amor de mim, salvá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?

          Não sei se o fizeram propositalmente assim ou não mas, tirei do filme uma lição completamente diferente daquilo que pareciam estar passando.
 
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