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Contra o tédio em fila de banco


Alguns itens servem para qualquer tipo de fila, mas o banco tem muito mais detalhes cômicos. Experimente algumas dicas!


1. Teste o extintor de incêndio da agência.

2. Leve um aparelho de som 3X1 e coloque música gospel nas caixas.

3. Imite o ruído de fogos de artifício ou puxe uma salva de palmas quando o caixa atender alguém.

4. Conte uma piada sem graça e ria sozinho.

5. Insinue que a grávida da fila do caixa preferencial usa barriga postiça.

6. Leia, em voz alta, os folhetos de propaganda do banco.

7. Use um dos balcões para fazer abdominais, repetindo: “um, dois!”

8. Toda vez que o painel de senha mostrar um número, repita-o em voz alta.

9. Mantenha-se de costas para a pessoa à sua frente.

10. Toque o jingle do banco com a boca, imitando um trombone.

11. Sempre que o caixa validar um documento, imite o ruído de uma máquina registradora.

12. Leve um apito e toque-o sempre que a fila andar.

13. Informe as horas, minuto a minuto, seguido do slogan do banco.

14. Quando alguém não conseguir fazer uma operação no caixa eletrônico, murmure: "Isso não é videogame...".

15. Pergunte ao caixa por que eles cospem no dinheiro quando vão contá-lo.

16. Quando a fila andar, finja que está cochilando.

17. Faça “din-don” sempre que uma pessoa entrar na fila.

18. Cutuque a pessoa à sua frente. Quando ela se voltar, vire bruscamente a cabeça para a direita.

19. Cante uma da Jovem Guarda e diga: “TODO MUNDO COMIGO, SHA-LÁ-LÁ-LÁ!”

20. Passe um abaixo-assinado contra a política de juros altos.

21. Minta que há um caixa disponível e sem fila no andar de cima.

22. Espalhe que a senhora gorda, lá do fundo, tem uma arma na bolsa.

23. Veja com o segurança se ele deixa você dar uma olhadinha no revólver dele.

24. Conte histórias de assalto a banco.

25. Pergunte a um atendente onde fica o caixa-forte.

26. Acenda um cigarro de palha.

27. Barbeie-se/depile-se.

28. Promova uma ola.

29. Tente fazer um trenzinho.

30. Monte um aviãozinho de papel e jogue-o na mesa do gerente.

31. Se um carro forte chegar, cantarole o tema de “Os intocáveis”.

32. Ensine um colega de fila a fazer massagem cardíaca.

33. Escreva numa folha de papel: “Idiota número 107” e fique segurando. Se preferir, cole nas costas de alguém.

34. Lembre aos outros do que poderiam estar fazendo se não estivessem ali.

35. Leve uma marmita e almoce.

36. Na hora que um dos caixas sair para almoçar, berre: “PEGA!”

37. Coma uma goiaba.

38. Ofereça-se para segurar a pilha de documentos de um boy e derrube-a no chão.

39. Ofereça bolachas/mariolas.

40. Quando alguém der dinheiro ao caixa, pergunte: “essa aí não é nota falsa?” como se fosse amigo íntimo da pessoa.

41. Chaveque com “ô lá em casa” todas as mulheres feias que passarem.

42. Leve uma bíblia e pregue.

43. Distribua o Novo Testamento.

44. Chore (ou finja chorar) alto.

45. Comente com o caixa: "Ufa, ainda bem que o guarda não percebeu a minha arma...".

Créditos: Não salvo.
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Space Oddity

David Bowie fez várias músicas que, como esta, têm seu tema na guerra fria, focando sempre a corrida espacial. Cantando–a, a narrativa fica bem mais interessante, até. É uma de minhas favoritas. A tradução está aqui.

Ground Control to Major Tom:
take your protein pills and put your helmet on.
Ground Control to Major Tom:
(10, 9, 8, 7, 6)
commencing countdown. Engine's on.
(5, 4, 3, 2, 1)
Check ignition and may God's love be with you.
(liftoff)

This is Ground Control to Major Tom:
you've really made the grade!
And the papers want to know whose shirts you wear.
Now it's time to leave the capsule, if you dare...

This is Major Tom to Ground Control:
I'm stepping through the door;
and I'm floating in the most peculiar way.
And the stars look very different, today.

For here am I sitting in a tin can.
Far above the world.
Planet Earth is blue and there's nothing I can do.

Though I'm past one hundred thousand miles, I'm feeling very still.
And I think my spaceship knows which way to go.
Tell my wife I love her very much, she knows.

Ground Control to Major Tom:
your circuit's dead, there's something wrong!
Can you hear me, Major Tom?

Here am I floating 'round my tin can.
Far above the moon.
Planet Earth is blue, and there's nothing I can do.
 
Space Oddity – David Bowie

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Bar versus academia - o dilema

Qual o melhor dos dois? Para resolver esse grande empasse, pesquisadores tiveram de frequentar os dois locais (bar e academia) por uma semana. Vejam o resultado:

• Vantagem numérica

Há muito mais bares que academias; logo, o desgaste para topar com uma por aí é muito maior.
1X0 pro bar.


• Ambiente

No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia amolece com o primeiro gole de cerveja. Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando, fazendo cara feia.
2X0.

• Amizade simples e sincera

No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros de copo só reparam se o seu está cheio ou vazio.
3X0.


• Conhecer gente nova

Você já fez amizade com alguém tomando Gatorade?
 4X0.


• Compaixão

Você já ganhou alguma saideira na academia? Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça?
5X0.


• Liberdade

Você pode falar palavrão na academia?
6X0.


• Saúde

Você já viu um barista (frequentador de bar) reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite?
7X0.


• Saudosismo

Alguém já tocou sua música romântica preferida na academia?
8X0.


• Emoção

Onde você comemora a vitória do seu time? No bar ou na academia?
9X0.


• Memória

Você já fez alguma coisa na academia digna de contar a seus netos?
10X0.


• Higiene

Foi comprovado que, se você beber mais de 1 litro de água por dia no período de 1 ano, você terá ingerido um quilograma de coliformes fecais, ou seja, 1 quilo de merda. Já bebendo cerveja, você não corre esse risco, visto que o álcool mata esses coliformes.

Chegamos à conclusão, então, que é muito melhor tomar cerveja e falar merda do que tomar merda e não falar nada!

Isso vale para aquele seu amigo fresco que vive com aquela garrafinha azul básica se achando “o saudável”.

11X0 pro bar!


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Tudo pelos relacionamentos


Os ateus não acreditam em Deus, certo? Errado. Deus é muito diferente do que dizem que Ele é. Ser ateu, portanto, não é, necessariamente, desacreditar em Deus, mas desacreditar no que a religião prega (as mentiras do vídeo da postagem anterior).

O ateísmo, extremo oposto da religião, pode ser pior ou melhor que ela, variando de pessoa para pessoa. Cada um deveria, de acordo com suas concepções, escolher a melhor forma de amar ao próximo: com ou sem a religião (ou de alguma outra forma existente). Digo isso porque


Devemos aproveitar ao máximo nossa vida para nos relacionar.

Como já expliquei, isso é estar no centro da vontade de Deus. A religião, portanto, deve ser mais um meio para nos relacionarmos, e não para nos impedir disso. Quando ela passa a inibir, foge completamente da vontade de Deus e, quando os favorece, passa a ser plenamente santa, mesmo com seus pensamentos malucos. É o que mostra o esquema abaixo.


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Um homem também chora (guerreiro menino)

Resolvi postar esse verdadeiro poema do Gonzaguinha que não sai de minha cabeça há mais de duas semanas. Para ver o vídeo da música, clique aqui.

Um homem também chora, menina morena.
Também deseja colo, palavras amenas.
Precisa de carinho, precisa de ternura.
Precisa de um abraço da própria candura.

Guerreiros são pessoas tão fortes, tão frágeis.
Guerreiros são meninos no fundo do peito.
Precisam de um descanso, precisam de um remanso.
Precisam de um sono que os tornem refeitos.

É triste ver meu homem, guerreiro menino,
com a barra do seu tempo por sobre seus ombros.
Eu vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra
a dor que tem no peito, pois ama e ama.

Um homem se humilha, se castram seu sonho.
Seu sonho é sua vida, e vida é trabalho.
E, sem o seu trabalho, o homem não tem honra.
E, sem a sua honra, se morre, se mata!
Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz...


Um homem também chora (guerreiro menino) - Gonzaguinha
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Nick Drake


Lá vou eu de novo falar de um artista pouco conhecido. Mesmo assim, fico satisfeito em mostrar novo e bom som para grande parte dos (poucos) leitores.

Comecemos abrindo um parêntese para seu estilo: o folk. É diferente da maioria dos outros. Como disse Bono Vox, o pop lhe dá um conformismo com o mundo e o rock abre uma discussão sobre ele. Já o folk é como uma reflexão, que serve para a valorização das pequenas coisas, como natureza e pessoas, que geralmente passam despercebidas na nossa correria. Indico um vídeo que, por meio das imagens, mostra quase que com perfeição tudo isso. Vejam-no aqui.

Pois é, e Nick Drake incorporou quase perfeitamente esse estilo. Nem Peter, Paul e Mary, em sua imagem dita essencial para o folk, conseguiram representá-lo tão bem. Eles tinham um visual bastante característico, mas eram muito superficiais. Já Nick compunha com a alma: suas letras e seu ritmo eram muito profundos.

Ele era uma pessoa muito calada. Foi difícil descobrir o que se passava em sua mente. Fazia música com uma verdadeira sensualidade - muito diferente da música folk inglesa. John Cale, que tocou piano e viola nas músicas de Nick Fly e Northern sky (Pô, sou fã do folk inglês >:( ).

Nick era frio e melancólico, mas isso pode ser considerado normal, pois o folk em si pede uma certa melancolia. Pode ser compreendido como um country triste.

Ele foi muito religioso. Eu sabia que ele estava fazendo um álbum, mas não que já o tinha concluído até que entrou no meu quarto e disse: "Aqui está". Ele jogou-o sobre a cama e caminhou para fora. A irmã, Gabrielle.

As músicas de Nick, assim como as Bob Dylan, são muito difíceis de selecionar, pois são inúmeras (Drake também é um dos artistas que mais possui álbuns). Aí vão algumas das melhores:


• Fly (Bryter layter): É extremamente melancólica e não surpreende, mas é agradabilíssima. A letra, apesar de ser entendível, não é sensível nem imaginável.

• Northern sky (Bryter layter): Considero sua melhor canção, e uma das mais agradáveis a que já escutei. Sua letra concilia muito bem a admiração da natureza com o amor a uma pessoa. Podem conferir no vídeo deste post.

• Pink moon (álbum de mesmo nome): Também muito boa, é outra que, com sutileza, foge da melancolia. A letra pode ser facilmente interpretada como profunda por ser pequena, mas não senti tudo isso.

• Place to be (Pink moon): Não é uma super música, mas a letra é interessante e, a melancolia, agradável.

• Time has told me (Five leaves left): Que letra! Ele, sempre repetindo o título ao longo da música, soluciona vários problemas relacionais que se resolvem com o tempo, passando, assim, esperança para os que com eles sofrem. A melodia não é diferente: uma representação crua do que é o folk.

• Way to blue (Five leaves left): É a que considero mais diferente (pra bom) dentre as que citei. Melancólica e meio macabra, tem um estilo medieval. Descaracterizando-se do folk, portanto, não serve para uma reflexão. Não pode, no entanto, ficar fora de uma seleção do Nick Drake, apesar de ter a letra ruim.

• Which will (Pink moon): Também pode ser interpretada de diferentes maneiras, mas não considerei a letra profunda. Gostei mesmo foi da melodia, semelhante à Pink moon.

Northern sky. Confira (aqui, a letra) o vídeo:



São estes os melhores álbuns:

• Bryter layter: 4shared

• Five leaves last: 4shared

• Pink moon: 4shared
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A religião nua e crua


Já disse que vejo a religião apenas como uma oportunidade de criar relacionamentos com as pessoas. No entanto, é exatamente o oposto do que é realmente ensinado. O pensamento religioso nu e cru se traduz em todos se escalando (se apoiando na cabeça dos outros, pisando, quando preciso, e, de preferência, derrubando os oponentes) para alcançar um suposto alvo que estaria no alto. Claro, dizer isso seria muito forte, e ninguém gostaria que os outros soubessem que o que querem mesmo é assegurar uma vaga nos céus. Sabendo desse pensamento dos fiéis, a igreja oferece a mesma ideia só que obscurecida, contornada por meio de palavras bonitas. A religião, portanto, além daquele pensamento negro, ainda apresenta falsidade.

Querem ver o que é realmente a igreja? Olhem para as músicas. Quando se canta, se fala mais por meio do coração, deixando, assim, transparecer aquilo que se sente, dificultando a omissão de algo pulsante como, no caso, a vontade de ir para o céu. Conhecem o cantor Fernandinho? Deixou escapar (ceio que foi sem querer) no meio de uma música: “Não se importe com quem está ao seu lado, olhe só para cima, para o alvo!”.

Há inúmeros hinos religiosos condenáveis. Aliás, tenho certeza que há muito mais músicas santas fora da igreja do que propriamente dentro. Um exemplo perfeito é a música do Zaqueu, que não está exatamente errada, mas que faz mal à alma: “(...) Chamar Sua atenção para mim”. Poxa, não se ouve outra coisa!

Há um certo tempo, venho pensando em condenar aqui, no blog, músicas desse tipo, mas, só de pensar, vejo uma lista interminável, e por isso resolvi não concretizá-la. Mas fica aí minha (pesada) crítica à religião, que, a muitos, pode fazer mais mal do que bem ao inibir os relacionamentos destes (logo discorrerei mais sobre). Veja uma excelente explicação disso no vídeo abaixo, que também serve de introdução à minha próxima postagem sobre o assunto.

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Verdades sobre as relações humanas


Assim como são as trevas a ausência de luz e, morte, de vida, o mal pode ser compreendido como a ausência de Deus. (Santo Agostinho)

Pode-se inferir dessa máxima que Deus não tem o controle do mal justamente por não o ter planejado. Faz sentido uma das reportagens bíblicas do History Channel que diz que a serpente entrou no Éden sem ser vista. Apesar disso, será que Ele age com veemência para propagar o bem, digo, mandando um raio vertical dos céus? Já expliquei porque não em “A vontade de Deus” e, agora, quero desenvolver mais a ideia de nossa estreita relação com tal vontade.

A ação divina no plano terrestre vem por meio de nossos relacionamentos, horizontalmente, de uma maneira bem básica. Um exemplo claro seria o da pobreza: como já disse em “A vontade de Deus”, não é porque Ele não ajuda os famintos que não deseja seu bem, mas porque estes precisam de ajuda direta, que só pode vir de nós. Essa tal ajuda direta é a material quando se necessita de material e pode também ser um sorriso, um abraço ou uma palavra amiga quando desses se precisa. Pode-se perceber que não adianta, tendo condições de bancar alimento, levar somente uma palavra amiga a um faminto. Seria uma ajuda indireta tão surreal como a de Deus mandar um raio e mudar toda a situação. Devemos sempre ajudar diretamente: olhar a necessidade do outro e agir conforme ela (o amor é submisso, se amolda). Acho ridículo quem tenta consagrar o Brasil a Deus e salvar o Haiti apenas com orações, assim como detesto uma cena do filme Diários de motocicleta quando Che falta a uma missa e, como punição, fica sem comer por querer alimentar o corpo sem o fazer à alma. Seria isso a mesma coisa?

O mesmo vale para quem precisa de outro tipo de ajuda: não adianta orarmos todos os dias e ir à igreja para, por exemplo, pedirmos a santificação de um vizinho com quem nem trocamos um olhar. Seria à maneira do raio, também. Isso deveria ser feito pessoalmente.
 
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