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Bob Dylan


Na verdade, nem precisaria falar muito deste que é meu maior ídolo, pois Bob Dylan já é famoso, um dos raros solistas que recebem o devido reconhecimento.

Robert Allen Zimmerman (isso mesmo, não tem nada a ver) é o segundo maior artista de todos os tempos, ficando atrás apenas dos incontestáveis Beatles. Fumava mais que os quatro rapazes de Liverpool juntos. Era sempre visto chapado de maconha fedendo a fumaça, fumando pontas de cigarretes pelos cantos. Foi ele quem ofereceu o primeiro baseado cigarro aos Beatles, e por isso muitos o relacionam ao fato de George Harrison ter batido as botas por causa de um câncer no pulmão, chamando-o de "Judas" por ter matado o próprio amigo =X

O universo de Dylan, visto de fora, não parece muito atraente. As (inúmeras) canções nem sempre melodiosas e a voz nasalada não o tornam muito chamativo, mas, quando se entra nele, é difícil sair. Todas as letras (sem exceção, até onde consegui ouvir) são incríveis, mais até do que as dos Beatles, posso dizer.

Consegui, creio, fazer uma seleção dessa seleção, e se destacaram os álbuns Blonde on blonde (não, não é uma "porn collection"), Highway 61 revisited e, principalmente, The freeweelin’ Bob Dylan.


• All along the watchtower (John Wesley Harding): A versão mais famosa é a do Jimmy Hendrix, e é uma das músicas mais importantes da história. Não achei tão a cara do Bob Dylan, mas é massa.

• Ballad of a thin man (Highway 61 revisited): Ficou muito interessante no filme I'm not here, quando o Dylan, interpretado pela Cate Blanchett (humm!), já tava puto cheio o suficiente do mercenário Mr. Jones.

• Blowin’ in the wind (The freewheelin’ Bob Dylan): A letra da segunda melhor música de Dylan, embora curta (o que é raro em Bob), fala muito, podendo até ser interpretada de diversas maneiras. Já a musicalidade não é tão atrativa nem agradável.

• Forever Young (Planet waves): Pense numa música perfeita pra despertar um espírito mais jovem! Sozinhas, letra e melodia são pífias. Juntas, acontece a magia Dylan! (que gay hein)

• Hurricane (Desire): Fala da história do americano Rubin Carter (que achei incrível com o filme Hurricane - O furacão, em que foi interpretado por Denzel Washington), campeão dos meio-médios que passou 19 anos preso por um crime que não cometeu. Enfim, só pelo tema já é sensacional e, como se não bastasse, a melodia também é bastante atrativa. É onde vejo a voz de Dylan se encaixar com mais perfeição.

• I shall be free (The freewheelin’ Bob Dylan): Outra narrativa implacável em primeira pessoa. Essa aqui é uma aventura cômica. Um fato que a marca é a ausência quase total de musicalidade.

• If you see her, say hello (Blood on the tracks): Identifico-me bastante com a letra, carregada de sentimento: Say for me that I'm all right, though things get kind of slow. A melodia não deixa de ser boa, mas não se destaca entre as de Dylan.

• Knockin’ on heaven’s door (Pat Garrett & Billy the kid): Bem famosa, até. É uma das minhas prediletas dele, principalmente na versão que interpreta com o inconfundível Tom Petty. As vozes parecem complementares.

• Lay lady lay (Nashville skyline): As melhores músicas de Dylan não são as de amor, são as de vida, mas as principais músicas de amor são as de Dylan! Perde apenas para os Smiths. Em contrapartida, esta aqui pode ser uma das melhores que já tenha feito. Ainda mais famosa que Knockin' on Heaven's Door, é cover de muita gente. A letra é um pouco fraca; mesmo assim, não deixa de agradar. Considero sua melhor música; só não a coloquei ao final do post porque não encontrei um vídeo com a música original.

• Like a Rolling Stone (Highway 61 revisited): Acho justa a escolha da música da madame que vira mendiga como a melhor de todos os tempos. Claramente é o apogeu de Bob Dylan, e só não é a minha predileta dele porque Lay lady lay é demais. Cheguei a sonhar com ela (!), fato restrito a esta aqui. Confiram ao final do post!

• Masters of war (The freewheelin’ Bob Dylan): É o principal hino de protestos antibélicos. A musicalidade não é de impressionar, mas gostei.

• Oh, sister (Desire): É uma das músicas mais tristes que já ouvi, onde Dylan lamenta uma área pouco ouvida (fraternidade) com uma tristeza enorme. Acho, porém, que a sonoridade não caiu como uma luva: o que ele diz é muito sério, mas na música não parece tanto.

• Sad-eyed lady of the lowlands (Blonde on blonde): Não dá pra dizer isso com certeza, mas é sua melhor letra (é como uma Blowin' in the wind estendida). Para os fãs da sonoridade melancólica, como eu, é uma beleza. Uma de minhas preferidas dentre as de Dylan e muitas de outros.

• Stuck inside of mobile with the Memphis blues again (Blonde on blonde): Cara, tô viciado nessa música desde que a ouvi pela primeira vez, no comecinho do filme baseado em Dylan I’m not here. Pensei nele, pensei em Oh, mama, can this really be the end? ;D


Um pouco do melhor da música com Like a Rolling Stone (clique aqui para ver a letra):



E para quem quiser baixar meus álbuns favoritos,

Blonde on blonde: Easy share

Highway 61 Revisited: 4shared

The freewheelin' Bob Dylan: 4shared
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Os 100 melhores guitarristas de sempre


Já disse que adoro fazer rankings? Pois é, e eles são de todo tipo. Grave estas palavras: este aqui é considerado oficial. Aí vai ele, naquela ordem em que prefiro:


100) Kim Thayil do Soundgarden

99) Greg Ginn, do Black Flag

98) Leigh Stephens, do Blue Cheer

97) Robert Randolph

96) Angus Young, do AC/DC

95) Kevin Shields, do My Bloody Valentine

94) “Bert” Jansch

92) (empatados) Fred "Sonic" Smith e Wayne Kramer, do MC5

91) Robby Krieger, do The Doors

90) Glen Buxton, do Alice Cooper

89) D. Boon, do Minutemen

88) “Dave” Davies, do The Kinks

87) Joan “Jett”

86) “Tony” Iommi, do Black Sabbath

85) “Randy” Rhoads

84) “Eddie” Cochran

83) Neil Young

82) David Gilmour, do Pink Floyd

81) Derek Trucks

80) Robert Quine, do The Voidoids

79) Cliff Gallup, dos Blue Caps

78) Robbie Robertson, do The Band

77) Henry Vestine, do Canned Heat

76) Ali “Farka” Toure

75) Adam Jones, do Tool

74) “Johnny” Winter

73) Trey Anastasio, do Phish

72) “Joni Mitchell”

71) Lightnin' Hopkins

70) “Eddie” Van Halen, do Van Halen

69) “Steve” Howe, do Yes

68) Jerry Miller, do Moby Grape

67) “Link” Wray

66) Vernon Reid, do Living Colour

65) Hubert Sumlin

64) Mick Ronson

63) Danny Gatton

62) Zoot Horn Rollo, do The Magic Band

61) Ike Turner

59) (empatados) “Jonny” Greenwood e “Ed” O'Brien, do Radiohead

58) Dickey Betts

57) Roy Buchanan

56) Tom Verlaine, do Television

55) “Ritchie” Blackmore, do Deep Purple

54) Jorma Kaukonen, do Jefferson Airplane

53) Mickey Baker

52) Lou Reed

51) Paul Kossdef, do Free

50) “Pete” Townshend

49) John McLaughlin

48) “Joe” Perry, do Aerosmith

47) “T-Bone” Walker

46) “Les Paul”

45) Frank Zappa

44) “Scotty” Moore

43) “Eddie” Hazel, do Funkadelic

42) Robert Fripp, do King Crimson

41) Clarence “White”, do The Byrds

40) John Fogerty, do Creedence Clearwater Revival

39) Brian May, do Queen

38) Peter Green, do Fleetwood Mac

37) “Bo Diddley”

36) Steve Cropper, do Booker T. and The M.G.'s

35) John Fahey

33) (empatados) Lee Ranaldo e Thurston Moore, do Sonic Youth

32) John Cipollina, do Quicksilver Messenger Service

31) “Dick Dale”

30) Buddy Guy

29) Ron Asheton, do The Stooges

28) Stephen Stills

27) Mark Knopfler, do Dire Straits

26) Tom Morello, do Rage against the machine e do Audioslave

25) Freddie King

24) “The Edge”, do U2

23) Warren Haynes

22) Mike Bloomfield

21) George Harrison

20) James Burton

19) Richard Thompson

18) John Frusciante, dos Red Hot Chili Peppers

17) “Jack” White, do The White Stripes

16) “Johnny” Ramone, dos Ramones

15) Carlos Santana

14) “Jeff” Beck

13) Jerry Garcia, do The Grateful Dead

12) Kurt Cobain, do Nirvana

11) Kirk Hammett, da Metallica

10) Keith Richards, dos The Rolling Stones

9) “Jimmy” Page, do Led Zeppelin

8) “Ry” Cooder

7) “Stevie” Ray Vaughan

6) "Chuck" Berry

5) Robert Johnson

4) Eric Clapton

3) “B. B.” King

2) Duane Allman, do The Allman Brothers Band

1) “Jimi” Hendrix


Vai dizer que você riu da imagem e não riu da lista? Bem, pra não esculhambar, prefiro acreditar que ela foi feita de propósito só com os melhores músicos que tocam guitarra, não com os verdadeiros melhores guitarristas. Estes não fazem músicas em si, são aquelas figuras bizarras com uma guitarra na mão, como “Edu” Ardanuy, Eric Johnson, Greg Howe, “Joe” Satriani, John Petrucci, “Slash”, “Steve” Vai e Scott Henderson.

Mas, mesmo olhando por esse lado (o que já é demais), vejo que a lista está uma bosta, muito mal distribuída. A Rolling Stone é paga pau demais do Nirvana. Vai dizer que Kurt Cobain (12), Jack White (17) e “Johnny” Ramone (16) tocam mais que Angus Young (96), David Gilmour (82, p. merda!), Eddie Van Halen (70, c@#@lho!), Mark Knopfler (27), Neil Young (83), “Randy” Rhoads (85), Ritchie Blackmore (55) e The Edge (24) – que unzinho sequer? E faltam Adrian Smith, Chuck Schuldiner, Kai Hansen, Jason Becker, “Johnny Marr” e “Yngwie Malmsteen”. A lista está repleta de desconhecidos.

Apesar disso, os primeiros estão muito bem posicionados. Com eles vemos que (como sempre em listas como estas) levaram em consideração principalmente a influência deles. Isso por um lado é bom, pois, quando os tempos mudam, até a “tocabilidade” muda com novas tecnologias, guitarras mais apropriadas, etc. Digo, com isso, que não dá pra avaliar com exatidão se um guitarrista atual é melhor que um antigo; mas às vezes fica chato ver um cara barulhento na frente só por causa do carisma.
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A vontade de Deus (A cabana, de William P. Young)


Quero agradecer a Deus por ter me dado essa revelação por Seu amor entre nós, pois ele me ajudou a compreender melhor meu papel na terra e o Dele.

Esta é, certamente, a minha postagem mais complicada; portanto, se estiveres mesmo a fim de ler, recomendo: primeiro as outras, porque esta é uma visão bastante contraditória a tudo que entendemos de Deus e religião. Só tô dizendo isso logo pra que você seja cauteloso ao ler como tentei ser ao escrever e não me esculhambe =X!

Quero começar pelo final, lamentando informar que coisas, acontecimentos, bênçãos, não vêm pela vontade de Deus. Muitos, inclusive, acham que ela é movida pelo que Ele pensa de nós ou o que “damos” a Ele. Céticos justificam isso dizendo que não existe um Deus, que apenas o criam para justificar esses acontecimentos, bênçãos... e não é muito exagero por parte deles. Você entenderá (espero) por que.

A mensagem mais mencionada durante todo o livro de William Young foi a de que Deus bem poderia intervir no meio terrestre, mas não o faria porque foi assim que preferimos (desde Adão); que nossa independência seria como um abismo entre Deus e o homem e a única forma de conectá-los seria pela aceitação Dele (como já expliquei, pelo amar). Por amor à nossa escolha de que não interviesse, não intervém (muito menos idealiza, como muitos pensam) numa batida de carro, numa tempestade, na morte de uma criancinha... e sofre bastante com isso. Como já falei, nada que iniba o amor (a nós, em respeito às nossas estúpidas escolhas, por exemplo) vale a pena. Criou o mundo e nos deu porque o pedimos - agora temos de aceitar as consequências, faz parte (e não é só para provar que estava certo)! Isso também justifica não nos proporcionar as coisas boas (materiais, claro). Deus realizaria nossa mera vontade de ganhar enquanto deixa de fazer a Sua (de salvar uma menininha da morte, por exemplo)?

A verdadeira vontade de Deus é, ao contrário do que muitos pensam, apenas de que voltemos a Ele e experimentemos o melhor: o Seu amor.

Portanto, Deus pode ser encontrado em qualquer lugar em que haja amor, e então passamos a estar sob a vontade Dele (de experimentar esse sentimento). Sinto em dizer a alguns que a vontade Divina não se manifesta de outra maneira no plano terrestre nem mesmo para o lucro dos verdadeiramente santos. Prova disso são os inúmeros mendigos por aí que manifestam amor bem mais que muitos milionários.

Mas, então, o que ganhamos quando somos amorosos? Vou explicar porque digo que Deus nos dá esse fortalecimento não para que engulamos as adversidades, mas para que possamos viver realmente melhor.

Mesmo possuindo amor (o que Mack não tinha completamente, pois queria mesmo vingança), muitas vezes não compreendemos quando Deus não intervém. É como disse: os amorosos não obtêm vantagem alguma fora o amor (como a compreensão). Por exemplo: quando Mack já havia encontrado o amor completo, fora vítima de um grave acidente. Deus nos dá esse amor, que é uma força muito maior que qualquer outra, para suportar (que não é engolir qualquer condição, mas verdadeiramente trabalhá-la com amor), perdoar, etc; ou seja, na cabana, Deus queria mostrar a Mack esse que é um sentimento incondicional (algo que vem de dentro pra fora, e não o contrário).
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Grande engano, esse visual santo


Gostaria de explicar melhor o amor. Ninguém ama sozinho. É inevitável, você o faz sempre em relação a alguém. Demorei para aceitar isso, mas vejo que é mesmo verdade. O amor está, portanto, diretamente ligado ao relacionamento. Posso, então, ao mesclar esse pensamento com que foi postado anteriormente, dizer que podemos ser o “melhor” diante de Deus sem sequer falar ou pensar Nele.

A palavra de Deus diz que devemos louvar o Seu nome. Os que só se importam com as aparências, porém, diriam que isso deve ser exercido na igreja. Acham que, só de cantar, erguer as mãos e bater palmas ali (já tendo “aceitado” Jesus, é claro) se alcança a salvação. Alguns, até, mudam de sotaque para falar o nome de Jesus e acham que, assim, o estão honrando. Que nada! Louvar e honrar o nome de Deus não pode ser levado tão ao pé da letra assim.

Os verdadeiros louvor e honra, porém, são por nós dados quando exercemos nossa amabilidade. Não precisaríamos nem entoar cânticos a Ele, apenas o ir à igreja (onde podemos exercer nosso amor para com os outros) já é um louvor plenamente agradável a Deus. Digo com isso que a igreja é um lugar como qualquer outro, onde encontramos Deus nas pessoas, nos relacionamentos. Não estou dizendo para você deixar de participar do momento de adoração da igreja ou mesmo deixá-la, se participar de uma, pois uma das características do amor (verdadeiro louvor) é a submissão. Deus não pede que mudemos a situação, apenas que usemos do nosso amor para convivermos uns com as diferenças (embora erradas para alguns) de outros. Porém, digo que não devemos priorizá-la em relação a outros lugares, como a rua, por exemplo. Não justificaria, pois, ao negar ajuda a um faminto, dizer que se está atrasado para a igreja.

Não se deve, portanto, ir ao local de culto para resolvermos nosso próprio problema. Primeiro porque é barganha; segundo, porque não estaríamos nem aí para o amor de Deus, presente no relacionamento. Ou seja, também não faria sentido se fôssemos a uma igreja vazia.

Uma pessoa que busca ir à igreja para lá exercer sua espiritualidade tem duas personalidades: a santa e a "profana" (no pensamento delas). A primeira é exercida quando se busca alguma coisa de Deus; a segunda, no comum da vida delas (buscam cada vez mais eliminá-la, o que para mim é um erro). Digo, pois, que esta é a que se deve exercer em todos os momentos, que é a verdadeiramente “santa” diante de Deus. A outra que deve ser apagada. Tomemos Jesus como exemplo. Ele manifestava sua espiritualidade nos locais comuns, como festas e ruas. Na igreja era o mesmo, continuava emanando santidade de sua verdadeira pessoa.
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O melhor da vida


Assim como são as trevas a ausência de luz e, morte, de vida, o mal pode ser compreendido como a ausência de Deus. (Santo Agostinho)

Fugir dos propósitos de Deus é, portanto, mergulhar na escuridão. Na sociedade em que vivemos as pessoas procuram traçar seus próprios caminhos, baseadas nas suas próprias concepções do que é bom ou ruim, não permitindo a influência de Deus neles. Deixam de ir, portanto, por um caminho de luz e vida e passam a seguir um de trevas e morte. A única maneira de permitir que Deus cumpra sua vontade nas nossas vidas é deixá-lo entrar em nosso ser, entregando a vida a Ele. Mas o que realmente é isso?

Nas muitas igrejas por aí afora se prega que é levantar a mão, ir ao púlpito e receber uma oração, mas não tão simples assim. Se fosse dessa forma, você receberia Deus indiretamente e mecanicamente, via regras e dogmas separando-o Dele. Já tive essa (infeliz) experiência e, depois de tudo, você olha para os céus e não se sente tão à vontade com Deus. Basta um contrato? Não, isso, de fato, não é aceitar Jesus.

O verdadeiro modo de deixá-lo entrar em seu coração pode até não ser intencional.

Ele entra quando você simplesmente passa a ter amor pelas pessoas.

Você sente o afago do Espírito Santo e passa a sentir que é íntimo de Deus, que não existe nada os separando. Ele está em você e você se sente Nele. Ou seja, a verdadeira forma de receber o Senhor é na vida normal, naturalmente, nos relacionando. Isso ficou fomentando na minha cabeça desde quando um pastor quis pedir a misericórdia de Deus sobre as pessoas que morreram numa igreja antes do apelo, que não tiveram a oportunidade de "aceitá-lo". Mas, se eles já estivesse amor no coração, para quê levantar a mão, mesmo que tivessem a oportunidade? Para aceitar Cristo diante dos homens? Como falei, isso deve ser demonstrado com amor àqueles que o cercam.

O problema é que as pessoas pensam na imagem - veem Deus como um homem perfeito, o máximo que alguém possa vir a ser. Para você ser filho de Deus tem de estar dentro das quatro linhas que provam que, diante dos homens, você seria como imaginam Jesus externamente. Onde está, portanto, sua principal característica, o amor? As pessoas se esquecem de que Jesus não era nem politicamente correto diante da sociedade em que vivia, provando que Deus olha o que você tem no coração!

Um dia desses, antes de iniciar a leitura de A cabana, tive um vislumbre do céu. Imaginei como seria. Lembrei-me de quem seria melhor aos olhos de Deus: o pastor que pregava na igreja e mantinha um relacionamento fechado aos membros mais ricos da instituição ou alguém amoroso que nunca disse (com a boca) "Eu aceitei Jesus". Logicamente era este! Então imaginei a glória dando lugar à serventia e à humildade. Deus não é alguém que tem os pés lavados, mas que lava! Foi pensando nisso que descobri que o céu não será feito de riquezas como o ouro e a prata, moldado aos prazeres do homem carnal. Na frase bíblica: “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”, Rico, nesse contexto, é o homem que dá um valor às coisas materiais equivalente ao amor que deve ser atribuído às pessoas, e não aquele que as possui em excesso. Acho que pode até ser de ouro e que será, mas o ouro terá o mesmo valor que o cimento, o asfalto tem para nós. Só notaremos os valores do amor e dos relacionamentos.

Trabalhar esse sentimento implica em esquecer que há um céu e que "o melhor está por vir". Quem diz "não pertencer a este mundo" verá a glória de Deus nas ruas de ouro.

Ao pensar sobre céu, inferno e o critério de Deus através dessa minha nova visão, vejo que cada um à sua maneira, por ter plantado amor pelo caminho, terá o melhor fim possível (ou impossível). Se alguém passar toda a vida adorando Maomé ou sendo ateu (Deus é muito, mas muito diferente do que as pessoas dizem por aí, e a leitura de A cabana nos traz isso. Se dizer ateu não é, necessariamente, não acreditar em Deus, mas nessa figura que todos têm em mente), por exemplo, não deixará de ser salvo, se ele, como já disse, tiver amor no coração, exalando na vida um perfume suave às narinas de Deus. Foi a maneira dele de aceitar a Jesus, aquilo em que acreditou. Logicamente que, a cada um em seu tempo, Deus se revelaria (na eternidade, Ele agiria conforme o melhor momento para nós).

Um dos momentos de maior alegria dos meus últimos dias foi quando fui correspondido em minha ideologia pela música Love is not a fight, de Warren Barfield. Segue-se, portanto, a letra e o vídeo da música. Send it on, cantada por um combinado de amigos da Disney, também me chamou muito a atenção. Clique aqui, caso queira dar uma olhada.

Love is not a place
to come and go as we please
It's a house we enter in,
then commit to never leave


So lock the door behind you
Throw away the key
We'll work it out together
Let it bring us to our knees


(Chorus)
Love is a shelter
in a raging storm
Love is peace
in the middle of a war
And if we try to leave,
may God send angels to guard the door
No, love is not a fight,
but it's something worth fighting for


To some love is a word
that they can fall into,
but when they're falling out,
keeping that word is hard to do


(Chorus)


Love will come to save us
if we'll only call
He will ask nothing from us,
but demand we give our all


(Chorus)


Love is not a fight - Warren Barfield

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A cabana, de William P. Young


Se ainda não lestes o livro, aconselho-te a primeiro fazê-lo, pois, desta maneira, terás um crescimento espiritual muito maior do que se só leres o que aqui escrevi. Além disso, não quero guiá-lo segundo o meu ponto de vista, pois, quando lemos, abrimos as asas da imaginação e as portas de nossas mentes se tornam receptivas a novas informações, novas verdades; verdades estas que podem se revelar a cada um de uma maneira completamente diferente. Ou seja, posso ter simplesmente imaginado coisas, ou o que chamou a minha atenção poderia não ter chamado a sua e vice-versa. Além do mais, é um livro que muda, quebra paradigmas e conceitos próprios. Poderias precisar mais que eu de certas verdades que não abordei do que as que postei.

Aconselho, também, que não leias A cabana levando para o lado religioso, pois o verdadeiro crescimento espiritual é na vida real. Logo explicarei por que; aliás, este post dá início a uma série de outros novos que abordarão uma mesma linha de um novo pensamento meu. Mas, por enquanto, voltemo-nos no livro.

Dentre as muitas verdades ditas e reveladas no best-seller americano, as que mais me chamaram a atenção foram quanto a:

LIBERDADE

Sempre estamos presos a algo. Pode ser à herança genética, ao DNA específico e às questões quânticas subatômicas. Não há como escapar. Além dessas limitações físicas há as psicológicas, como os hábitos que criam elos e caminhos sinápticos no cérebro, as doenças da alma, que o inibem e o amarram, as influências sociais externas e os dogmas, paradigmas. Se pensarmos que nossa liberdade é sempre condicionada, não a teríamos de forma alguma.

A liberdade nada mais é que um crescimento interior, tudo que nos faz sentir livres. Só as questões que já foram citadas não tiram de ninguém a liberdade, e muito menos muros e amarras. Se a pessoa satisfizer seu espírito dentro de uma cela, por exemplo, pode se sentir livre e, assim, libertar sua alma. É ela, portanto, algo que vem de dentro para fora, e não o contrário (não está subjugada a nada, mas se sobrepõe a tudo).


HIERARQUIA

É uma questão que passa a gerar controvérsias e muitas confusões dentro da nossa cabeça (pelo menos em mim ainda tem gerado) quando chegamos a essa parte do livro. Pessoalmente, foi a mais difícil de aceitar.

No Reino de Deus, não há um maior nem um menor. A hierarquia, gerada pela liderança, é vista como uma forma de organização, sim, mas que inibe o amor. Acontece que as pessoas se tornam objetos a serem manipulados ou administrados para a felicidade de alguém. Perde-se, então, a comensalidade; humildade quanto aos mais altos e felicidade quanto aos mais baixos. Os relacionamentos caem, portanto, não provém de Deus. Nada que iniba o amor (mesmo que só para a organização) vale a pena.


JUSTIÇA

Deus não é um Deus justo (pelo menos na nossa concepção de justiça). Ai de nós se o fosse! É só vermos a nossa posição no universo em relação a Ele e nossas atitudes. O peso da Sua justiça seria tão pesado ao cair sobre nossos ombros que milhares de almas seriam lançadas fora. Isso não é amor. A justiça é como a hierarquia e as regras (inflexíveis): serve para organizar, mas inibe o amar. Deus pois, prefere usar dele e de sua misericórdia. O livro traz um exemplo perfeito: o amor de um pai para com o filho é tão grande que, mesmo que este cometa uma falha terrível, não o amaria menos por isso. E, sendo o amor de Deus infinitamente maior que o nosso, que Deus seria esse, então, que o deixa de lado para julgar e condenar (não todos) os filhos pelos atos? Depois (não na próxima postagem, mas depois mesmo dela) explicarei melhor porque Ele sempre usa de sua amabilidade (não usando, pois, de nossa justiça, nunca).


PRESENÇA DE DEUS – O AMOR

Acho que a principal mensagem a ser passada com todo esse aparecimento de Deus (pelo menos como percebi) é que o amor provém Dele, Ele é o amor. Queria que Mack não encontrasse somente no rito religioso, mas, principalmente, no nosso dia-a-dia; não somente no fim de nossa vida, mas no decorrer dela; não no resultado final, como uma prestação de contas, mas durante o processo.

O Deus figurado ensina que não deixaria de estar em Mack numa cabana velha e malcuidada, se lá houvesse o amor dos relacionamentos entre pessoas. Não há outra maneira de se relacionar com Deus. Ele é todo aquele sentimento que nos envolve, aquele deleite (que supera qualquer situação ruim, como o vale da sombra da morte, a cabana, por exemplo). Não bastaria ter só fé nas Suas existência e sua presença para desta desfrutar, pois isso até o diabo tem.

A submissão é uma das mais fortes e importantes características do amor. Por amor Deus não interfere em nossas (estúpidas) escolhas: também é submisso, não para mostrar: “Eu estava certo”, mas para não forçar uma relação, pois Ele não quer que nenhum sentimento iniba o amor (tem vários para esse caso). Portanto, se até Jesus se submeteu (em quase todos os seus instantes), deixemos Seu amor (o amor por pessoas) entrar em nossas vidas para que possamos fazer o mesmo! Percebem que só dá para alguém se submeter por esse amor?

Logo explicarei melhor por que Deus está realmente presente nesse sentimento.
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O senhor dos anéis, de J. R. R. Tolkien


Difícil descrever esta que é simplesmente a melhor história que já vi. Posso dizer que, fascinante ao extremo, a principal história da Terra Média é belíssima; você se pega vislumbrado com toda a beleza daquilo que arrebata das páginas de O senhor dos anéis. Também que não consigo imaginar o que poderia ser mais envolvente que a leitura deste livro.

À primeira vista, a essência da história se mostra sombria, com um lado negro dominante e inocentes personagens lutando com todas as suas mínimas forças para simplesmente manter o bem. Além do mais, o objetivo parece quase completamente impossível. Porém, a história não poderia ser mais feliz.

Mesmo assustadoramente desfavorecidos, os aliados ao bem encontram neles mesmos forças para prosseguir. A alegria do companheirismo, portanto, consegue se impor sobre o gigante do medo. A força pela qual conseguem continuar é, como se percebe, algo propiciado de dentro para fora, e não o contrário. A história, então, nos mostra que mais vale um espírito alegre do que um ambiente ou uma circunstância alegre. A felicidade é, portanto, encontrada no seu lugar máximo, e por isso que mais feliz não poderia ser. Isso me lembra de que Deus pode ser encontrado no amor dos relacionamentos, que deu àqueles indefesos uma proteção de perseverança, esperança e forças para prosseguir. Vejo tudo isso claramente quando Sam carrega Frodo ao Mount Doom para, juntos, concluírem sua jornada. Pode-se ver que se evidencia, com isso, a força do amor (deixarei para me alongar mais nesse assunto mais tarde).

Também nos passa uma baita lição de humildade ao mostrar que, contando somente com esse sentimento, dois simples hobbits (que podem ser compreendidos entre os anões e os elfos) lutaram e conseguiram vencer as forças que a eles se superavam em tamanho, mas não em força.

Por não conseguir passar esse que é o mais marcante elemento da história, a trilogia de O senhor dos anéis em filme é uma das que considerei mais infiéis ao livro. Como claro exemplo disso, vejam que apenas no terceiro filme veio a ser retratada uma das inúmeras canções encontradas ao longo da narrativa, e esta nem entre companheiros era.

Ainda quero, um dia, reler essa história perfeita. Gostaria mesmo de falar um pouco da trama, mas é muito longa, apesar de clara. Já passei o que queria principalmente revelando a verdadeira mensagem. Deixo para explicá-la ao vivo.

Detestei O hobbit. A história de Bilbo Baggins não me agradou por ser alegrezinha até demais enquanto esperava algo parecido com O senhor dos anéis, onde a felicidade, mesmo que grande, é subjetiva e, o lado negro da força, evidente; justamente por funcionar como uma introdução ao mesmo. Deparei-me com uma felicidade rasa e clara, como um conto para crianças. ela, somada ao estilo extensivo do autor, deixava a história entediante. Na verdade, tenho certeza de que peguei pesado ao esperar de outra história o que obtive de O senhor dos anéis, por mais próximas que fossem as duas. Porém, pode-se perceber ainda mais claramente o estilo do autor por ser um livro totalmente evidente em sua essência. Portanto, para mim, ainda é recomendável, pois me envolvo muito no estilo de Tolkien; mas somente àqueles que não leram ainda O senhor dos anéis para que, como eu, não sejam frustrados.
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O livro vai bem, obrigado


Ainda bem que é chegada à cidade uma nova bookstore. A Saraiva se mostra melhor que a Siciliano em vários aspectos, principalmente no atendimento, fator importantíssimo numa loja como esta, mas raramente atingido.

Muitas lojas conseguem oferecer um boa orientação por parte de seus funcionários. São elas as de vestuário, de perfumaria, de calçados e muitas outras, mas exigir o mesmo de uma loja que vende informações e conhecimento é pegar pesado. Contratar um pessoal no mercado de trabalho de hoje que tenha uma boa bagagem literária é, no mínimo, bastante difícil. Por isso é que até os maus entendedores são frustrados quando visitam uma. O retrato era o que se via na Siciliano, onde, para um adolescente, eram aconselhados livros como os das séries Crepúsculo e Harry Potter. Certamente, alguém que se encontra em uma fase de crescimento (mental) e o conseqüente amadurecimento, não deve continuar a ler coisas que nada acrescentam às mentes!

Enfim, àqueles que notaram que houve uma certa queda nessa orientação, paciência: as lojas daqui são novas. A bookstore precisa de um "tempo de adaptação", pelo que percebi com a Saraiva de Recife. Ela conta com um espaço até bem menos amplo que o das lojas daqui, mas, já sendo bem mais antiga na cidade, possui um atendimento eficaz, de forma a conduzir os leigos quem não entende muito da área a fazer uma boa escolha. Falo isso porque os bons leitores não necessitam da mesma orientação, só mesmo para localizar os autores, o que, venhamos e convenhamos, nunca é muito claramente exposto.

A Siciliano, mais pra quando estava perto de acabar, até que deu uma certa melhorada e, sejamos sinceros, estava até bem melhor que a atual Saraiva. Mas, como falei, essa melhora se deve a uma maior convivência com o ambiente da leitura, onde se ganha uma certa experiência e, com certeza, a muitas broncas que, é claro, surtem efeito.

Hoje se pensa entre a juventude que os livros que acrescentam algo são os chatos não ficção. Preferem, portanto, livros que eles próprios consideram fúteis (sim, eles sabem disso) não pela necessidade de imaginação, mas por não exigirem praticamente nenhum comprometimento, serem de fácil leitura. Posso dizer, porém, pela minha escassa bagagem literária, que há, sim, livros de ficção que nos acrescentam, mas que não são esses da moda.

Digo que Harry Potter e Crepúsculo são sim bons livros... infanto-juvenis, não mais do que isso. Não o aconselharia a adolescentes (foi, até, buscando o público infantil que Jo Rowling começou a escrever a história do menino bruxo). Ideal para eles é que se leia Bernard Cornwell, principal escritor britânico atualmente. As (inúmeras) crônicas não deixam de ser fictícias, porém se veem vinculadas a sociedades reais, guerras e suas possíveis articulações; se tem uma noção da historicidade dos fatos, da essência de épocas reais marcadas por conflitos, etc. Acrescentam ao jovem, portanto, uma carga histórica, social e cultural, até, muito útil.

Apesar de ser tolkieniano até o final, devo confessar que ler Tolkien não é uma boa para aqueles que precisam de uma nova mentalidade. A essência é a mesma de Harry Potter, embora consiga acrescentar muito mais pelo fato de ter sido escrito em uma outra época (O senhor dos anéis foi feito e publicado entre os anos de 1937 e 55, segundo algumas fontes) e possuir uma mensagem forte e real. Para ser bem compreendido, portanto, o leitor deve ter uma "idade mental" considerável. Ou seja, o indicaria àqueles que já passaram da fase de crescimento, tanto para que a mensagem seja bem captada como para que, não sendo entendido, não atrapalhe o amadurecimento.

Se tivesse de sugerir um livro a um adolescente, porém, sugeriria os os romances que abordam personagens reais. Esses acrescentam informações que nem os livros didáticos podem de uma maneira que estes não conseguem (atraente e envolvente), que torna tudo mais compreensível. Clareiam e explicam melhor a história, além de tudo que Bernard Cornwell consegue. Os estilos são quase idênticos; é como se déssemos nome aos personagens de Bernard. Um bom exemplo é Conn Iggulden, revelação da literatura britânica que, na série O conquistador, aborda a história do imperador mongol Gêngis Khan e, na série O imperador, de um dos maiores monarcas de todos os tempos: Júlio César, senhor do poderoso império romano. Nenhuma narrativa, mesmo com seu caráter histórico, deixa de ser fictícia, mas as histórias são recriadas à luz das mais recentes pesquisas. Tudo é baseado em fatos reais (ou melhor, no mais dentro do provável). Segue um trecho da nota histórica contida em no primeiro volume da série O imperador em que se vê o quão é saudável que se leia esse tipo de narrativa:

“Há muito pouca informação histórica sobre os primeiros anos de Júlio César. Até onde era possível, dei a ele o tipo de infância que um garoto de uma família pouco importante em Roma poderia ter. Algumas de suas habilidades podem ser deduzidas a partir de realizações posteriores, é claro. Por exemplo, a capacidade de nadar salvou sua vida no Egito, quando tinha cinquenta e dois anos. O biógrafo Suetônio (personagem da história) disse que ele possuía grande habilidade com espadas e cavalos, além de uma resistência surpreendente, preferindo marchar a cavalgar e mantendo a cabeça descoberta em qualquer tempo. Sinto em dizer que Rênio (mestre de Júlio quando criança, época em que ainda era Caio) é fictício, mas era costume empregar especialistas em vários campos. Sabemos de um tutor vindo de Alexandria, que ensinou retórica a César...”

Livros como A cabana são ideais para a leitura de pessoas já crescidas mentalmente, e não para quem ainda está nesse processo, por ter a finalidade de serem impactantes e trazerem mudanças profundas.
 
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